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A idade da madeira é maior que a história da humanidade. As idades da pedra, ferro e bronze são parte do progresso da humanidade, mas a madeira – uma fonte renovável – tem permanecido sempre em moda. Como material de construção, a madeira é abundante, versátil e facilmente obtida. Sem ela, a civilização como conhecemos teria sido impossível. Quase metade da área do Brasil é floresta. Se tecnologicamente manipulada e protegida de desastres naturais causados por fogo, insetos e doenças, as florestas vão durar para sempre. Conforme as árvores mais velhas são retiradas, são substituídas por árvores novas para reabastecer a oferta de madeira para as gerações futuras. O ciclo de regeneração, ou campo de sustentação, pode facilmente superar o volume que está sendo utilizado.

A resistência da madeira, baixo peso e baixo consumo energético são propriedades essenciais. Ela é capaz de suportar sobrecargas de curta duração sem efeitos nocivos. Contrário à crença popular, grandes peças de madeira têm boa resistência ao fogo e melhor que outros materiais em condições severas de exposição ao fogo. Do ponto de vista econômico, a madeira é competitiva com outros materiais com base em custos iniciais e apresenta vantagens quando comparada ao custo a longo prazo.

A idéia equivocada de que a madeira possui uma pequena vida útil tem negligenciado o uso como material de construção. Embora a madeira seja susceptível ao apodrecimento e ataque de insetos sob algumas condições, é um material muito durável quando utilizado com tecnologia e tratamento químico, pois pode ser efetivamente protegido contra deterioração por período de 50 anos ou mais. Além disso, a madeira tratada com preservativos requer pouca manutenção e pintura.

O gênero pínus
O atendimento da demanda do mercado por madeira serrada utilizada na construção civil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, devido à quase exaustão das florestas nativas, tem a sua principal fonte de abastecimento de matéria-prima provinda das florestas naturais remanescentes localizadas nas regiões Centro-Oeste e Norte do País. A obtenção de matéria-prima oriunda dessas regiões está cada vez mais difícil considerando os elevados custos de transporte e das recomendações de exploração com manejo florestal.

Uma importante fonte alternativa atualmente disponível em quantidades apreciáveis são as madeiras advindas de florestas cultivadas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, como por exemplo as espécies do gênero pínus. “O pínus é uma conífera do gênero pínus, da família botânica das Pináceae. São plantas lenhosas, em geral arbóreas, de altura variando de 30 a 50 m, dependendo da espécie. Seu tronco é reto, mais ou menos cilíndrico, e sua copa em forma de cone. Possuem folhas caracteristicamente em forma de acículas, agrupadas em fascículos. A determinação botânica das espécies, apesar de ser difícil, pode ser feita através de caracteres tais como número, disposição e coloração das sementes; tamanho e forma dos estróbilos (pinha). A madeira possui massa específica a 15% de umidade, que varia de 400 a 520 kg/m3 e a cor do cerne varia de amarelo-claro ao alaranjado ou castanho-avermelhado.”(Alfonso el alii, 1988.)

Deve-se salientar a adaptação muito boa de várias espécies de pínus às condições climáticas das regiões Sudeste e Sul do País. Essa excelente adaptação do gênero está associada à atual disponibilidade, manejo sustentado dessas florestas cultivadas, oferecendo a capacidade de oferta equilibrada, proximidade dos grandes centros consumidores e sua perspectiva na utilização na construção civil em escala compatível.

Infelizmente a utilização das madeiras de pínus na construção civil ainda é muito pequena principalmente por preconceito por parte de carpinteiros, engenheiros e arquitetos que desconhecem as recomendações para a utilização tecnológica desse material.

O Potencial do uso da madeira de pínus na construção civil